O mundo se transforma a cada minuto, a globalização
nos alcança e atualiza por meio das redes sociais, pelos veículos de
comunicação e pelas pessoas.
Mesmo diante de tanta flexibilidade é possível observar que
as pessoas se mantém enraizadas em alguns aspectos de suas vidas, como opiniões
sem fundamentos acerca de alguns assuntos. Opiniões tão conservadoras que não
acompanham a metamorfose que o assunto sofreu por conta das novas gerações.
Em uma escola pública do Brasil uma diretora impediu que a
mãe de um estudante participasse das reuniões do conselho escolar pois não a
considerava apta para opinar, avaliando sua maneira de comunicação. A diretora
afirmou “Onde já se viu uma pessoa que fala ‘nóis comeu mio no armoçu’
participar de um conselho escolar?”.
É fato que existem diferentes linguagens atreladas à cada
cultura. No Brasil existem diversas culturas, cada uma com sua singular maneira
de comunicação.
Fatores como região, nivel de escolaridade, patamares
financeiro e social influenciam o vocabulário do indivíduo e implicam em seu
conhecimento sobre a língua, mas não o classificam seu nível de inteligência,
capacidade de exercer cidadania ou mesmo se a saúde mental está dentro dos
padrões.
Mas no caminho contrário da popular frase “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” do o poeta e cantor
Raul Seixas, muitas pessoas preferem se abster do entendimento que temos
adquirido atualmente sobre muitos assuntos, como o caso das diferenças
linguísticas na língua portuguesa, e mantém-se com a opinião “mofada” de que
existe apenas uma maneira certa e muitas erradas de se expressar.
Portanto é essencial reciclar-se pois o mundo se transforma
e ficar para trás em alguns momentos pode ser prejudicial em relacionamentos e
no profissional, dentre muitas áreas da vida que podem sofrer com as opiniões
engessadas.
A compreensão das diferenças já existe, mas ainda aguardamos
pela aceitação social.