sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Opiniões Mofadas



O mundo se transforma a cada minuto, a globalização nos alcança e atualiza por meio das redes sociais, pelos veículos de comunicação e pelas pessoas.
Mesmo diante de tanta flexibilidade é possível observar que as pessoas se mantém enraizadas em alguns aspectos de suas vidas, como opiniões sem fundamentos acerca de alguns assuntos. Opiniões tão conservadoras que não acompanham a metamorfose que o assunto sofreu por conta das novas gerações. 

Em uma escola pública do Brasil uma diretora impediu que a mãe de um estudante participasse das reuniões do conselho escolar pois não a considerava apta para opinar, avaliando sua maneira de comunicação. A diretora afirmou “Onde já se viu uma pessoa que fala ‘nóis comeu mio no armoçu’ participar de um conselho escolar?”.

É fato que existem diferentes linguagens atreladas à cada cultura. No Brasil existem diversas culturas, cada uma com sua singular maneira de comunicação.

Fatores como região, nivel de escolaridade, patamares financeiro e social influenciam o vocabulário do indivíduo e implicam em seu conhecimento sobre a língua, mas não o classificam seu nível de inteligência, capacidade de exercer cidadania ou mesmo se a saúde mental está dentro dos padrões.

Mas no caminho contrário da popular frase “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” do o poeta e cantor Raul Seixas, muitas pessoas preferem se abster do entendimento que temos adquirido atualmente sobre muitos assuntos, como o caso das diferenças linguísticas na língua portuguesa, e mantém-se com a opinião “mofada” de que existe apenas uma maneira certa e muitas erradas de se expressar.

Portanto é essencial reciclar-se pois o mundo se transforma e ficar para trás em alguns momentos pode ser prejudicial em relacionamentos e no profissional, dentre muitas áreas da vida que podem sofrer com as opiniões engessadas.

A compreensão das diferenças já existe, mas ainda aguardamos pela aceitação social.



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